Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Agosto 30 2009

 

 

Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

O Vento que passa, passou e passará,

Num momento a tudo ultrapassará.

Qual Vento que num instante passa

Que noticia ao coração nos dará ? !

 

No tênue clarão da noite escura,

O Vento passa como tremula figura.

Lá fora o Vento seu som semeia

E lá dentro o nosso coração passeia !

 

Mesmo nas mais tristes noites,

O som do Vento é igual a açoites.

Sempre nos traz noticia triste

E nosso coração jamais resiste !


O Vento que passa nada nos diz,

Porque sonhos o coração sempre quis.

Se o Vento ao passar se calasse

Por certo o coração canções pedisse !

 

O Vento que passa, passou e passará,

Com certeza outro dia ele voltará.

E a Lua escondida na noite escura

Espia atrás de uma nuvem e sua abertura !

 

O Vento ri da própria desgraça,

Como nós rimos quando há chalaça.

Seu dilema é passar sempre correndo

Como na vida corremos sempre pensando !

 

Quando por entre nuvens acinzentadas,

O Vento passa em fortes rajadas.

Nada mais são como fortes manadas

De touros correndo em loucas touradas !


O Vento que passa sempre irá nos dar ,

A impressão que logo irá parar.

Mas seu regresso a qualquer instante

O seu temor é marcado em nosso semblante !


A nossa vida de lágrimas é banhada,

Mas, ela por Deus foi criada.

E por ordem Divina nunca cessará

Como o Vento que passa, passou e passará !!!

 

 

Casa do Poeta de São Paulo

Movimento Poético Nacional

Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Academia Virtual Poética do Brasil

Academia Poços-Caldense de Letras- M.G.

Ordem Nacional dos Escritores do Brasil

Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa/Portugal

publicado por appoetas às 03:30

Agosto 30 2009

Adriano Augusto da Costa Filho


  Pelos caminhos da vida,eu andei,

  E muita ilusão, eu encontrei.

  Na passagem da “Ponte da Ilusão”

  Os passos nela marcaram meu coração !


  Corri o mundo dos mundos sem fim,

  E só ilusão veio para mim.

  Nas altas serras do bem

  Recebi muitos pendores também !


  Na infância o caminho maternal,

  E na juventude emoção fenomenal.

  Já na terceira idade adulta

  Cheguei lá com fervor e muita luta !


  No entardecer da existência,

  Sinto uma grande ânsia.

  A humanidade longe da poesia

  Só tristeza tem no seu dia-a-dia !


  Sou feliz porque poeta eu sou,

  E pelo mundo poetar eu vou.

  Com a poesia encontrei o meu amor

  Porque aos poetas dei o seu valor !


  Correrei mundos e mundos sem fim.

  E escolherei o melhor para mim.

  Mas,só na poesia eu sou feliz

  É o que o meu coração sempre diz !!!

 

publicado por appoetas às 03:26

Agosto 30 2009

Adriano Augusto da Costa Filho


Eu já vivo a milhões de anos,

todos eles muito soberanos.

Eu sou um pedaço da eternidade.

Pela transmissão à posteridade !


Meus versos muito solitários,

gravados em belos relicários.

Ficarão marcados na evocação

do tempo que durar meu coração !


Sempre faço as estrofes uma a uma,

sem querer deixar marca alguma.

Na filosofia das antigas gerações,

que enfeitaram imensos corações !

 

Todos nós pertencemos à eternidade,

e os poetas são os reis da humildade.

Fazemos as poesias com distinções

para ornamentarmos os corações !


Milhões de anos eu sei que já vivi,

e deles pendores sempre eu senti.

Na transmissão eterna dos corpos

surgirão outros poetas esbeltos

publicado por appoetas às 03:20

Agosto 24 2009

 

Queridos Poetas amigos,
 
É com muita alegria que partilho convosco este E-Book,
numa sempre notável composição da querida Drica Del Nero e
agraciado com o Prefácio do ilustre Poeta Humberto Rodrigues Neto,
agradecendo a ambos a prestimosa colaboração e enriquecimento das minhas letras.
 
A todos, poetas e amigos queridos, os meus desejos de um bom fim-de-semana e
agradável leitura
 
Carinhosamente
Carmo Vasconcelos
(Carminho)
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
 
LANÇAMENTO:  "SONETOS ESCOLHIDOS II"

AUTORA: 
CARMO VASCONCELOS
 

Idioma: Português
Série Sonetos
Publicação: 2009

 

http://www.delnerobookstore.com/bibliotecas_virtuais/carmo_vasconcelos/index.htm
 

Caros Amigos e Associados,

 

Carmo Vasconcelos é um real valor na Literatura Portuguesa Contemporânea e de forma marcante na Poesia Clássica.

 

Este belíssimo livro de sonetos, que poderão consultar no link acima referido, é mais uma afirmação da sua pujante  inspiração, da sua enorme sensibilidade, da  forma impar como sabe fazer a depuração da palavra trazendo-a até nós em versos de metáfora rica, mas transparente, em rima fluente, harmónica, cristalina.

 

Todos os seus sonetos contam uma história, descrevem um estado de alma e nenhuma palavra é "forçada" na busca da rima necessária. Como um rio que brota puro da rocha na montanha na busca do caminho que o há-de levar ao mar - essa metáfora do fim e princípio de tudo -, assim o verso de Carmo nos arrasta, nos prende, nos subjuga até à foz e com ele nos submergimos numa onda de plenitude.

 

Parabéns, Carmo!

É uma honra ter-te como associada da APP e um privilégio ser Tua Amiga!

Bem Hajas!

Maria Ivone Vairinho

publicado por appoetas às 05:18

Agosto 23 2009

                Reescrevo palavras debruçadas

Do cristalino das pupilas..........

Enchi-me de ar e de gás

                 Subi ao sabor do vento

Na pista do arco-íris

Mantive quanto pude

A energia

O balão

A força

Sentia-me papagaio de papel

E subia

Em sussurros de pôr de sol

Para amanhecer

Num instante

Em que a Primavera despertava

E o frio do Inverno derretia

Eras meu irmão e eu amava-te

Com a decisão de um duende

Guardião de ninhos

Em nome dos espíritos da floresta

Eras minha irmã e eu amava-te

Nesse amansar de nervos

Quando os teus cabelos escorriam

Rebeldes por entre os meus dedos
 

 

Acreditávamos no nosso fogo

Planeávamos trios de amor

E partos colectivos

De outros mundos

Crianças a ensaiar sorrisos prematuros


 

Em rituais de Primavera

A quebrarem

Os cantos cinzentos do poder


 

E de meia dúzia

Passamos a dúzia e meia

Grávidos de esperança

Por acontecer

E crescemos em sérios carnavais de sensatez:

Os diplomas

Os olhares baços

Os lucros

De algumas vendas

A seriedade

Dos que descobriam cansaços

O conforto de........finalmente

Chegou a nossa vez................
 

 

Ficámos cada vez menos

A olhar as fogueiras

Entre a Primavera e o Verão

Esperando da Terra e do Fogo

Numa praia adormecida


 

Cantando em olhares brilhantes

O coro das marés

As angústias de pequenas ondas

Nos murmúrios solitários

Dos amigos perdidos

Que rumam a sós no escuro

E procuram fogueiras ainda acendidas

Em lareiras semeadas por aí .


 

Locais sagrados

Cóis de índios banidos

Para o quotidiano cinzento e duro

Longe dos outros

E de cada outro de mim


 


 

Teimo

Espero

Sonho

Com dúzias de olhares

Cintilantes na noite

 

Nos cemitérios índios

Um dia

O horizonte

A vida

As pradarias sem fim

 

José Manuel Veríssimo

Seixal Maio 2002

 

publicado por cantaresdoespirito às 23:44
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 04:50

Agosto 23 2009

Rasguem-me as roupas da alma

esburaquem meu coração

retracem-me o pensamento

diluam meu ser no ácido da aridez

que hei-de obstinar-me em viver

na teimosia da permanência

força da resistência

por ser gente

por ser eu.


 

Mesmo que o escarninho mundo

não queira

e me atropele a navegação

dos pensamentos

hei-de seguir meu caminho

cuspindo todo o desdem

e até raiva

pelos iluminados desta civilização.

Podem todos atirar-se

à fúria do mundo competitivo

onde a liberdade é refém

dos esgares duma loucura

que se esconde no momento persuasivo

da vitória entre os outros;

os de mente dita escura

sem horizontes prodigiosos

muito para lá do além.


 

Deitem-me pois na valeta

torturem-me a carne rija

ou matem-me se quiserem

que o meu não é nota certa

ao vergar que se me exija.


 

Liliana Josué


 

publicado por cantaresdoespirito às 23:38
editado por mariaivonevairinho em 21/09/2009 às 13:43

Agosto 23 2009

A poesia é o processo catártico onde cada um desenrola o novelo da sua existência, mesmo sendo apresentada na segunda ou terceira pessoa.

Ela desfruta do papel onde é impressa tudo o que pode, expandindo-se, sentindo nele o seu terapeuta.

As imagens correm soltas na sua fantasia, como seres sem lógica ou constância; espécies estranhas, estrangeiras ou mesmo sombras errantes; populantes, aparentemente exteriores a si. Entranham-se de forma violenta ou adocicada no papel, ficando assim, a poesia a flutuar nesta imaginação real.

Mas o inverso não é menos verdadeiro; todos os seres e coisas que habitam este Universo, notáveis ou inotáveis, deslizam para o interior, na despreocupação dos inocentes, surgindo assim a poesia do mundo exterior, que se emaranha no nosso mundo interior.

O papel vai registando todas as emoções na fidelidade do terapeuta. E as sessões não acabam, há sempre outra e mais outra... e não acabam, nunca!

Depois de tanta pesquisa e confissões queremos resultados, afinal estamos a dar-nos a um estranho, na ponta duma caneta, fazendo de boca, e o nosso EU está lá, na eterna impossibilidade da resolução.

O terapeuta está atento e dedicado, captando o nosso subconsciente, na esperança muda de que o gratifiquemos com soluções que nem ele sabe dar.


 

 

 

Liliana Josué

 


 

publicado por cantaresdoespirito às 23:33
editado por mariaivonevairinho em 02/09/2009 às 22:09

Agosto 23 2009

(sátira)


Prender gente que lê, à poesia,
Como se prende?
Privadas as palavras da magia
Que faça num poema a melodia
Escrita confusa que só quem escreve entende,


Fazem ouvir no nosso dia a dia,
"Que pena... a poesia não se vende..."


É certo, escreve o poeta extasiado.
Mas há que ter no êxtase um controlo;
Senão irá ouvir, pobre coitado:
"É poeta... é tolo."


Joaquim Sustelo

publicado por tardesdeoutono às 11:57
editado por mariaivonevairinho em 25/08/2009 às 19:49

Agosto 18 2009

 


Eu sinto-me  só neste requisito
Muito preciso, métrico e idiloso
Interregno de mim: Se vou ou fico?
Dizem, ter de ser mestre bem curioso.

 

Este soneto por si só lhe excluiu,
E eu bem tento seguir-lhe seu intento
Inteligente ou negligente buliu,
Com meu ego subtil onde sustento;

 

Escrever um soneto sem ser mestre...
É difícil, por si só um tormento...
Digo-vos e excluir este elemento;?

 

Procurei muito bem no cerebelo...
Encontrei, o que serviu no momento:
(Desespero, em meu  verso ternurento)

 

 

Cecília Rodrigues

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 00:00
editado por mariaivonevairinho em 21/09/2009 às 13:46

Agosto 17 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ARMAÇÃO DE PÊRA


(a praia)


Quilómetros de mar beijando a areia,
Ondas a afagar como quem ama...
Namora o mar a praia, onde semeia
amor, em cada onda que derrama

Rochas com colunas
desenham as grutas
e a vista se embebe
em bonitas telas...
Mais além as dunas
permitem argutas
namoros de mancebos
com jovens donzelas

Ao lado um "top less." De soslaio,
dará para espreitar. Discretamente...
Se os olhos ficam lá
talvez inda se vá
chocar com o menino que lança o papagaio
mesmo à nossa frente

A multidão se espalha
em cada grão de areia;
Roçam chapéus de sol
em tão exíguo espaço...
Sem grãos para a toalha
mormente em maré cheia,
sem cama, sem lençol,
em férias de cansaço

Talvez andar num barco, onde se pedala...
A água traz o fresco mesmo ao pé!
Ou ir por aí fora... e lá se abala...
(Por muito de calor que por nós ande
chegamos desde logo à Praia Grande
mais longe à dos Salgados e Galé)

Esvoaçam gaivotas
e planam nas águas...
Aterram nas dunas,
Na areia molhada...
Cruzamos as rotas
sob as mesmas fráguas,
calores que importunam
na tarde abrasada

Ao lado, tão suave é seu barulho
que a onda nos convida:
"Arranca já daí para o mergulho!
Vem numa corrida!"

Oh sensação tão boa: refrescar
num banho de tão suave temperatura...
Nadar, nadar, nadar... e mergulhar
encher o corpo e a alma de frescura

Oh praia dos meus sonhos de menino,
das rochas que escondiam algum beijo...

Eu volto sempre a ti, é meu destino,
só tu sabes a forma como vejo
teus cantos, areal, ondas serenas,
murmúrios que este mar inda me faz...
Encheram-te de gente, quais formigas!
Mas tu a vir aqui quase me obrigas:
recordo coisas grandes e pequenas
e algumas me dão paz.

Joaquim Sustelo
(em CAMINHOS DA VIDA)

publicado por tardesdeoutono às 22:00
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 04:52

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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